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Pensamento #2

Eu não sei se acredito nessa coisa toda de coração partido. Por que uma pessoa se deixaria ficar tão dependente de outra? Sofrer é uma coisa, mas aquela coisa toda de “heartbroken” não cola pra mim. Nós temos 16, 17, 18 anos! Não sabemos o que é viver direito, como poderíamos saber o que é amar? Eu entendo que nos apaixonemos e que, muitas vezes, tenhamos nossas expectativas destruídas, mas isso não é ter um coração partido.
Com pequenas exceções, acho que pouquíssimos de nós compreendem o que realmente é dor para reconhecer tal sensação.
Talvez esteja sendo cética, admito que apesar da minha mentalidade romantica, normalmente o sou. Eu não culpo as pessoas que acreditam terem seus corações partidos, e escrevo isto mais como uma forma de consolo que escárnio.
Nossos corações não podem ser partidos por um garoto, por um abandono ou por uma palavra rude. Não importa quão horrível você se sinta, quanto possa doer, nossos corações ainda continuam intactos. Batendo, sempre, talvez mais devagar, talvez mais rápido, talvez inalterado, mas batendo.
Então, se nossos corações não estão partidos, (pelamordedeus) dê a volta por cima! O cara foi, você ficou, com a mesma vitalidade de sempre e talvez com um pouco mais de sabedoria.

No final, eu sei que não adianta.

O destino do relacionamento está sempre nas mãos daquele que menos se importa.
Pois é, não vai ser ele que vai ter seu coração partido.

Pessoas especiais

Existem umas pessoas que são irritantemente importantes, não? E não importa o quanto você tente se afastar ou o quanto você acabe se afastando, elas estão sempre ali, no fundo da sua mente. E a lembrança delas, de suas palavras, do que diriam, do que disseram, está sempre ressoando em sua cabeça. Às vezes, essas pessoas especiais me sufocam. Não no sentido delas fazerem isso conscientemente, até porque algumas já nem estão por perto (outras nunca estiveram) para fazê-lo. É só que essa voz que elas tomaram em minha imaginação me irrita, me estrangula.
Por que essas pessoas não podem simplesmente ir embora e parar de fazer parte de mim?
Parece aquele “O jogo.”, quando você menos espera, você lembra dele e percebe que perdeu.
Que droga! Parecem fantasmas! Sempre lá, mesmo que nunca estando presentes.
Eu queria que vocês sumissem, que eu pudesse simplesmente esquecer, porque talvez não doesse tanto.
São páginas em branco, desenhos japoneses, papéis de bala, uniformes escritos e bandeiras do Brasil.

Eu queria ser menos covarde, que as situações não fossem tão complicadas, que o passado não fosse tão marcante.

Droga de pessoas especiais.

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