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Ele e ela

Eles eram perfeitos. Perfeitos amigos, perfeita aparência, perfeitas notas, perfeitas atitudes, perfeito relacionamento.
Eles se amavam, de verdade, mas não da maneira que todos imaginavam. Havia algo pra ele. Havia outro algo pra ela. Talvez fossem os mesmos algos; e isso também seria perfeito. Talvez não.
Ninguém poderia afirmar. Nem mesmo eles.
A única coisa verdadeiramente imperfeita é o tempo.
O tempo passou. Tudo passou.
No fim, restou uma perfeita quebra, uma perfeita distância e perfeitas expectativas não-realizadas. Talvez dela, talvez dele.
É no fim que se percebe que, desde o início, nada era perfeito.
Incrivelmente, os possivelmente algos ficaram.

Pensamento #2

Eu não sei se acredito nessa coisa toda de coração partido. Por que uma pessoa se deixaria ficar tão dependente de outra? Sofrer é uma coisa, mas aquela coisa toda de “heartbroken” não cola pra mim. Nós temos 16, 17, 18 anos! Não sabemos o que é viver direito, como poderíamos saber o que é amar? Eu entendo que nos apaixonemos e que, muitas vezes, tenhamos nossas expectativas destruídas, mas isso não é ter um coração partido.
Com pequenas exceções, acho que pouquíssimos de nós compreendem o que realmente é dor para reconhecer tal sensação.
Talvez esteja sendo cética, admito que apesar da minha mentalidade romantica, normalmente o sou. Eu não culpo as pessoas que acreditam terem seus corações partidos, e escrevo isto mais como uma forma de consolo que escárnio.
Nossos corações não podem ser partidos por um garoto, por um abandono ou por uma palavra rude. Não importa quão horrível você se sinta, quanto possa doer, nossos corações ainda continuam intactos. Batendo, sempre, talvez mais devagar, talvez mais rápido, talvez inalterado, mas batendo.
Então, se nossos corações não estão partidos, (pelamordedeus) dê a volta por cima! O cara foi, você ficou, com a mesma vitalidade de sempre e talvez com um pouco mais de sabedoria.

No final, eu sei que não adianta.

O destino do relacionamento está sempre nas mãos daquele que menos se importa.
Pois é, não vai ser ele que vai ter seu coração partido.

Dia do amigo

Se há uma coisa que eu não questiono, é a amizade. O amor pode ser traído, os laços de sangue podem se tornar insignificantes, mas enquanto houver amizade – amizade verdadeira – entre duas pessoas, não há nada que possa destruí-las. Meus amigos são tudo pra mim, são minha razão para me levantar de manhã, fazem parte do ar que eu respiro para sobreviver. São eles que fazem com que até valha a pena levantar as 5:40 da manhã pra ir pro colégio, são eles que me fazem rir até quando eu estou no pior dos humores. Existem aqueles amigos irmãos, aqueles irmãos amigos, aquela mãe e aquele pai amigo, aquela amiga super mãe (que, no meu caso, sou eu), aquele amigo chato, aquele amigo demente e até aquele que você às vezes desejava não ser tão amigo assim. Mas realmente não importa, não é? São todos amigos e é tudo amizade e são a razão por que o mundo gira e o sol brilha e por que eu sobrevivo. E, todo dia que nasce, eu sorrio e agradeço a sabe-se lá o que, agradeço pela sorte que eu tenho de ter amizades tão verdadeiras, tão infinitas, tão curtas, tão inquebráveis e tão frágeis. Sou tão grata que até palavras me faltam.

Então, acho que não importa o que há no amanhã ou o que o futuro irá me impor. No momento, o mundo gira, o sol brilha, eu sobrevivo e existe tanta amizade que dá vontade de ser feliz só por ser feliz.

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