Eles eram perfeitos. Perfeitos amigos, perfeita aparência, perfeitas notas, perfeitas atitudes, perfeito relacionamento.
Eles se amavam, de verdade, mas não da maneira que todos imaginavam. Havia algo pra ele. Havia outro algo pra ela. Talvez fossem os mesmos algos; e isso também seria perfeito. Talvez não.
Ninguém poderia afirmar. Nem mesmo eles.
A única coisa verdadeiramente imperfeita é o tempo.
O tempo passou. Tudo passou.
No fim, restou uma perfeita quebra, uma perfeita distância e perfeitas expectativas não-realizadas. Talvez dela, talvez dele.
É no fim que se percebe que, desde o início, nada era perfeito.
Incrivelmente, os possivelmente algos ficaram.