Eles eram perfeitos. Perfeitos amigos, perfeita aparência, perfeitas notas, perfeitas atitudes, perfeito relacionamento.
Eles se amavam, de verdade, mas não da maneira que todos imaginavam. Havia algo pra ele. Havia outro algo pra ela. Talvez fossem os mesmos algos; e isso também seria perfeito. Talvez não.
Ninguém poderia afirmar. Nem mesmo eles.
A única coisa verdadeiramente imperfeita é o tempo.
O tempo passou. Tudo passou.
No fim, restou uma perfeita quebra, uma perfeita distância e perfeitas expectativas não-realizadas. Talvez dela, talvez dele.
É no fim que se percebe que, desde o início, nada era perfeito.
Incrivelmente, os possivelmente algos ficaram.
Archive for September, 2010
Quando você foi, eu chorei a noite inteira. Foi quando decidi que aquela seria a última dor de cabeça que você me causava.
Os olhos encaram o vazio,
as mãos tateando o ar
e são tantas as mãos e os olhos
que se torna impossível contar.
Os corpos caminham sem rumo
as almas, a flutuar
De tão perdidos os corpos das almas
já não conseguem nem mais se achar
Me desculpe,
mas esse sol,
esse mar,
me deixam comovida como o diabo.
